O Jogo Interior

Já aconteceu com você de perceber um diálogo interno, um tipo de jogo interior entre uma emoção forte ou uma intuição e um pensamento lógico?

Esse acontecimento é chamado de “O jogo Interior”.

Em 1974, foi lançado o livro “O jogo interior do Tênis” por um dos gurus mais requisitados do Coaching. Em sua experiência como técnico de tênis durante os anos 1970, o Coach Timothy Gallwey costumava observar seus jogadores treinando e, a partir dessas observações, trouxe para o esporte um novo conceito de treinamento.

Ele notou que muitos jogadores se diziam frases negativas quando erravam jogadas, coisas do tipo: “errei de novo!”, “como pude fazer isso?”.

E decidiu conversar com esses jogadores pra entender o quê, e com quem estavam falando.

A resposta foi esquisita, “Eu estou falando comigo mesmo”, mas despertou em Timothy o interesse em entender quem era o “EU” e quem era o “Comigo mesmo”. A partir disso, ele conceituou, sem se preocupar muito em nomenclaturas técnicas, estes dois lados que nos compõem, chamando-os de “Self 1” o “Eu” e de “Self 2” o “Comigo mesmo” – resumidos assim:

Self 1
Falador, o que julga, o que critica como as coisas deveriam ser, sempre espera a perfeição e nos impede de estar livre para aprender. Consciência pronta para um autojulgamento.

Self 2
Não tem medo de errar, cai e levanta, entende que o erro faz parte do processo de aprendizado.

Para o Self 2, não existe acerto e erro; existe acerto e aprendizado.

Repleto de capacidades e habilidades naturais, aprende a partir de sua “inteligência silenciosa” e de um estado de concentração relaxada.

Isso nos lembra da representação do anjinho e do diabinho, cada um murmurando em sua orelha um conselho diferente, não é mesmo?

Mas e se eu dissesse a vocês que esse diálogo interno realmente existe?

A ideia é respeitar o Self 2. Dissolver as desnecessárias autoinstruções, o criticismo e a tendência de supercontrole que ocupam as mentes desfocadas.

Do contrário, o Self 1, ao invés de julgar um evento isolado, como um chute errado ao gol, começa a espalhar o pensamento, “você possui um péssimo chute”.

Isto é, a partir de um erro, passa a te julgar péssimo em tudo.

Outros julgamentos comuns são: “estou num mau dia”, “sou muito lento”, “sempre erro bolas fáceis”.

O resultado é que tais autojulgamentos transformam-se em profecias autoexecutáveis.

Ao dizer a si mesmo que é péssimo ao sacar, estará ativando uma espécie de processo hipnótico, delegando o papel de mau sacador ao Self 2 – e este o desempenhará imediatamente, suprimindo seu verdadeiro potencial.

Estudos de neurociências dizem que os hemisférios direito (Yin) e esquerdo (Yang) trabalham de maneira complementar processando as informações de forma diferente.

No hemisfério direito reside a intuição, a criatividade e as habilidades artísticas enquanto que o hemisfério esquerdo é responsável pela parte lógica, detalhada e organizada.

O ideal é que usássemos os dois hemisférios de maneira integrada e equilibrada. Isso gera uma equalização das frequências de onda cerebrais.

Indivíduos que usam o hemisfério esquerdo de maneira predominante possuem tendências a ser excessivamente organizadas, perfeccionistas e racionais.

Por outro lado, indivíduos que usam predominantemente o hemisfério direito tendem a ser excessivamente criativos, emotivos, intuitivos e sonhadores.

A maioria da população do mundo atualmente tem o lado esquerdo do cérebro mais requisitado, utilizado.

Por consequência observamos um desequilíbrio em diversas áreas da vida do ser humano.

Como tudo da natureza é equilíbrio dinâmico em busca de harmonia, é importante buscarmos a utilização dos dois hemisférios de maneira equilibrada e equalizada.

Isso permite ao indivíduo trabalhar de maneira complementar com os diferentes processos em paralelo equilibrando lógica com intuição.

Como dominar o Jogo Interior? Como podemos escutar nosso Self 2 e liberar nosso potencial?

No caso do jogo do tênis o que o professor fez foi desviar o foco do Self 1 do aluno para algo neutro, como por exemplo observar a trajetória da bolinha.

Mas o professor percebeu que enquanto o aluno deixava seu Self 1 observando a trajetória da bola, o Self 2 liberava o Poder da Consciência Não Julgadora e o aluno começava a bater melhor e naturalmente na bolinha.

Esse mesmo processo do jogo interior acontece em nossas vidas todos os dias e, na grande maioria das vezes permitimos que nosso Self 1 sufoque nosso Self 2, não o deixando se exprimir.

Lembremos que o foco do Self 1 é crítico e muitas vezes direcionado para o problema. Já o foco do Self 2 é na solução natural é no seu potencial criador.

Faça uma experiência e veja como ela te afeta… Quando algo der errado em sua vida, não dê atenção ao erro.

Neutralize o julgamento crítico interno e deixe o Self 2 te mostrar qual é a solução natural pra você.

Com prática podemos transformar esse jogo interno e dual de Selfs equalizando em uma só voz construtiva e natural.

Quando existe equilíbrio dos hemisférios cerebrais e que suas frequências estão equalizadas, atinge-se um estado de equilíbrio com percepção de unicidade, conseguindo-se assim neutralizar a dualidade.

O processo de Transformação existencial trabalha também sobre todos esses fatores.
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